Revista Página22 :: ed. 52 (maio/2011)

O QI das cidades - O Brasil urbano clama por inteligência
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EDITORIAL - Rede inteligente

Bem além das ferramentas tecnológicas, são as pessoas que constroem a inteligência das cidades. A espontaneidade de movimentos, a diversidade, a articulação e a racionalidade – fazer mais com menos – transformam o espaço urbano em ambiente fértil de inovação e criatividade, em busca de um lugar onde não só faça sentido morar, mas no qual se deseje viver.

Nesta edição em que escolhemos falar sobre cidades inteligentes em um mundo cada vez mais urbanizado, a sociedade nos aparece como uma teia formada por milhares de conexões, tal qual imensa estrutura cerebral articulada pelas sinapses. A inteligência está justamente nessas ligações, nessa dinâmica.

Isso vale para qualquer organização ou sistema. No jornalismo, por exemplo, inteligência significa atuar como um desses pontos nevrálgicos, ao mediar, provocar debate, fazer pensar, identificar tendências, ampliar a visão de mundo, estimular ações e ajudar a transformar o que precisa ser mudado.

Esses são alguns dos papéis que Página22 procura cumprir. E fica mais motivada a seguir em frente quando esse esforço é reconhecido pelos leitores, como mostra pesquisa realizada pela revista neste ano.

De acordo com as respostas, detalhadas em www.fgv.br/ces/pagina22, a motivação é recíproca. Boa parte dos leitores é atraída pela revista porque ela serve como radar de tendências e fonte de inspiração e insights. Contribui com conhecimento aprofundado sem perder a abrangência, areja, provoca reflexões, traz informação útil e atualizada para o dia a dia. Também é original – aborda assuntos como nenhum outro veículo abordaria –, além de coerente e transparente em seus posicionamentos.

A inteligência não é da revista, é da comunidade que produz conhecimento, publica, lê, questiona, interage, critica. A inteligência é da rede. Quanto mais articulada, mais viva.

Boa leitura! 

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